Semanas 1 a 3: imersão somente leitura. Código, infraestrutura, custos, contratos com fornecedores, processos e pessoas são mapeados sem alterar nada. Regras de negócio embutidas nos sistemas são revisadas com quem opera. O resultado é um inventário do que existe, com riscos e dependências.
Semanas 4 a 8: plano de 12 meses priorizado por risco e retorno, apresentado ao board com os projetos prioritários, o custo de cada um e o que se ganha. O time interno participa da construção do plano e ganha visibilidade do objetivo estratégico; é o que muda a forma de entregar.
Mês 3 em diante: execução acompanhada. Rituais leves de sprint, cada fatia com valor mensurável, contratações e fornecedores decididos com critério, adoção de IA nas tarefas reais do time. Revisão trimestral com o board sobre indicadores acordados no início: prazo e custo dos projetos, custo de tecnologia por receita, incidentes, velocidade de entrega.
Foi esse roteiro que, em uma startup B2B em transição de CTO, levou o backlog estratégico represado há mais de um ano à produção em menos de três meses, habilitando novas parcerias e um aumento de 20% na receita do período, com a mesma equipe interna.